domingo, 27 de novembro de 2016

Acredite, Estou Mentindo - de Ryan Holiday


Acredite, Estou Mentindo - Confissões de um Manipulador de Mídia - Ryan Holiday

Acredite, Estou Mentindo, de Ryan Holiday, é um olhar sobre o lado obscuro da mídia e um guia de como explorá-la e evitar ser manipulado por ela.
Descubra como funciona o jornalismo atual, cada vez mais focado em cliques e visualização de páginas do que com a autenticidade da informação. Sites de pouca credibilidade conseguem influenciar a pauta e os noticiários dos veículos maiores, criando um círculo vicioso que se autoalimenta de boatos e notícias insignificantes. Este livro mostra em detalhes como manipular o ciclo de notícias online, plantar uma história dentro de um grande site de notícias e como fazer essa história aparecer na TV, em rede nacional. É relativamente fácil quando se conhece as regras do jogo.

O Obstáculo é o Caminho - Ryan Holiday

Outra recomendação para quem deseja se auto-desenvolver: O Obstáculo é o Caminho, de Ryan Holiday.

Kindle PaperWhite

Não é uma recomendação de livro, mas vale muito ter um Kindle PaperWhite.

Comunicação em Prosa Moderna - Othon Garcia

Recomendação de livro que vale ter na estante: Comunicação em Prosa Moderna, de Othon Garcia (edição atualizada) Comunicação em Prosa Moderna, de Othon Garcia (edição atualizada):

domingo, 16 de outubro de 2016

Por uma antropologia da mobilidade



"As noções de centro, de periferia e de fronteiras estão em crise.
O mundo contemporâneo nos confronta com uma série de paradoxos que se apresentam como desafios para o pensamento e para a ação política. O paradoxo espaço-temporal, o paradoxo da perenidade do presente, o paradoxo espacial e social (nunca os enclausuramentos foram tão numerosos como nesse mundo em que tudo circula e uniformiza-se), o paradoxo da riqueza e da pobreza e o paradoxo da ciência que avança apenas para uma elite. A ideologia do sistema da globalização está ancorada na aparência, na evidência e no presente. Com isso, temos uma tríplice aceleração dos conhecimentos, das tecnologias e do mercado. Vivemos uma fase de mobilidade sobremoderna, isto é, uma fase de desterritorialização e individualismo na cidade-mundo ou na metacidade virtual. O que é uma fronteira? A fronteira assinala a necessidade de aprender para compreender. O saber científico sempre tem novas fronteiras como horizonte. Vivemos a era em que a consciência planetária faz-se premente. E nestes tempos, a instabilidade é a versão obscura da mobilidade. A urbanização exprime, então, todas as contradições do sistema da globalização, do qual se sabe que seu ideal de circulação de bens, ideias, mensagens e seres humanos está submetido à realidade das relações de força que se exprimem no mundo. Essas zonas que são a face invisível da mundialização, ou ao menos, a face que não podemos, não queremos e não sabemos ver. A cegueira dos olhares. Vivemos num mundo de imagens, onde é a imagem que sanciona e promove a realidade do real. O escândalo do turismo. As paisagens (incluídas as ruínas) tornaram-se um produto como qualquer outro. O turismo contemporâneo é uma experiência que se inscreve num todo que privilegia a ubiquidade e a instantaneidade: não importa o quê, mas o imediato. A ideia da viagem está, ela mesma, arruinada, mas essa ruína, longe de evocar um tempo qualquer "puro", nos reenvia à nossa história contemporânea, que não acredita mais no tempo. E o turista burguês quer se sentir em casa, mesmo quando está em outro lugar. Já o etnólogo submete sua identidade à prova dos outros, ele viaja para fora dele mesmo, abstraindo-se tanto quanto possível de si mesmo. Pensar a mobilidade. Vivemos uma crise de consciência contemporânea e vivemos a incapacidade de conduzir a história. O pensamento contemporâneo está preso na armadilha de uma aceleração que o entorpece e o paralisa. Precisamos urgentemente de um mundo humano. Em toda verdadeira democracia, a mobilidade do espírito deveria ser o ideal absoluto, a primeira obrigação. A mobilidade no espaço permanece um ideal inacessível a muitos, enquanto é a primeira condição para uma educação real e uma apreensão concreta da vida social. A prática democrática deveria ser inspirada pela mobilidade dos corpos e dos espíritos. Nós precisamos da utopia. Precisamos da utopia, não para realizá-la, mas para tê-la conosco e nos dar assim meios de reinventar o cotidiano. Emitir hipóteses e reconciliar a dúvida e a esperança. Mais do que nunca temos necessidade das duas. É preciso aprender a sair de si, a sair de seu entorno, é preciso promover o indivíduo transcultural, aquele que não se aliena em relação a nenhuma cultura pois tem interesse em todas as culturas do mundo."







terça-feira, 8 de setembro de 2015

Quando as Águas Mudaram

Uma Fábula sobre Mudanças







"Certa vez, Khidr, o professor de Moisés, fez um alerta à humanidade. Numa determinada data, todas as águas do mundo, menos as especialmente reservadas, desapareceriam. Em seguida seriam substituídas por uma água diferente que deixaria os homens loucos. Apenas um homem entendeu o significado desse aviso e guardou uma certa quantidade de água num lugar seguro, esperando acontecer a mudança. Na data indicada os rios deixaram de correr, os poços secaram e o homem que tinha entedio, vendo tudo isso acontecer, foi para o seu esconderijo e bebeu da água reservada. 
Quando viu, do seu posto seguro, que as cachoeiras estavam novamente correndo, ele voltou ao convívio dos outros filhos dos homens, observando que eles agora pensavam e falavam de outra maneira totalmente diferente, mas não se lembravam do que tinha acontecido, nem de terem sido avisados. Quando tentou falar com eles, percebeu que o julgavam louco, e se mostravam hostis ou compadecidos, mas não o compreendiam. No início ele não bebia da nova água, voltando ao seu esconderijo todos os dias para se abastecer nas suas reservas. Finalmente, não suportando mais a solidão em que a sua vida tinha se transformado, porque ele se comportava e pensava diferente de todo mundo, resolveu beber da nova água.
Bebeu e se tornou um deles. Depois não lembrou mais da sua reserva especial e passou a ser visto como o louco que havia milagrosamente recuperado a razão."





quinta-feira, 3 de setembro de 2015


A Cerimônia do Chá é "um caminho de vida". Quem disse isso foi O Grande Mestre da Escola de Chá Urasenke, Housai Genshitsu Sen, no prefácio d'O Livro do Chá, de Kakuzo Okakura em sua versão brasileira.

Um livro pequeno e simples sobre o Chá, mas poderoso, é O Livro do Chá de Kakuzo Okakura.
"Aqueles incapazes de sentir em si mesmos a pequenez das coisas grandiosas tendem a ignorar nos outros a grandiosidade das coisas pequenas." 
Essa é apenas uma das várias colocações que me impressionaram nesse livro.
Tive a oportunidade de participar de uma Cerimônia do Chá através da Escola de Chá Urasenke em SP e achei bem interessante. É um processo de aquietação interna interessante porque todos estão juntos colaborando para essa atmosfera de paz e gentileza. É difícil explicar com palavras. Deixo para que pessoas mais experientes e inteligentes o façam.

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 🍵

O Tempo é Seu Grande Aliado



"Deve-se cultivar a lentidão como virtude. Quando se trata de empreendimentos criativos, o tempo é sempre relativo. Não importa que o projeto demore meses ou anos, você sempre se sentirá impaciente e ansioso para chegar ao final. A iniciativa mais importante para desenvolver a capacidade criativa é combater essa impaciência natural. É preciso desfrutar o laborioso processo de pesquisa; apreciar o cozimento em fogo brando da ideia; explorar o crescimento orgânico que naturalmente toma forma com o passar do tempo. Você não deve prolongar artificialmente o processo (todos precisamos de prazos); no entanto, quanto mais deixar que o projeto absorva suas energias mentais, mais fecundo ele se tornará. Imagine-se alguns anos depois, no futuro, recordando o trabalho realizado. Desse ponto de vista, os meses ou anos adicionais que você dedicou ao processo não parecerão tão dolorosos ou trabalhosos. A sensação de perda de tempo é uma ilusão do presente, que não tardará a desaparecer. O tempo é seu grande aliado."
Robert Greene in Maestria

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"If children grew up according to early inclinations, we should have nothing but geniuses."

—JOHANN WOLFGANG VON GOETHE, The Autobiography of Goethe, vol. 1

Tirei essa frase de um desses PDFs complementares ao livro Mastery, do Robert Greene.
Para quem se interessa por educação (de verdade, não a educação do "sistema") e autodesenvolvimento, é uma leitura bem interessante. São 5 arquivos em PDF, sendo que um é de entrevistas com mestres que estão vivos e tem mais de 800 páginas. Nesse arquivo tem entrevistas com gente como o programador e empreendedor Paul Graham e o arquiteto premiado Santiago Calatrava.
Se alguém quiser, me passa o email inbox que eu disponibilizo os arquivos.
Tem mais alguém aqui que lê Robert Greene?



"Arte é, assim como mágica, a ciência de manipular símbolos, palavras ou imagens a fim de se alcançar mudanças na consciência."

"Uma vez que uma forma tenha ocorrido, seja ela uma forma física ou uma forma abstrata, então é muito mais provável que ela ocorra novamente."

"Nós somos educados para pensar que as coisas dentro das nossas cabeças não são reais, mas elas são reais. Tem as mesas e as cadeiras que são reais, não dá pra negar. Se você sumir com todas elas do mundo por alguma razão, mas ainda continuar com a IDEIA de uma cadeira, a cadeira ainda é POSSÍVEL." 

"WATCHMEN usava os clichês do formato de super-heróis para tentar discutir noções de poder e responsabilidade num mundo cada vez mais complexo. Eu acho que era essa visão de mundo que ressoou com um público que percebeu que sua anterior visão de mundo não era mais adequada para as complexidades desse assustador mundo novo que estávamos entrando." ALAN MOORE


Pra quem gosta, de hoje até sexta tem vários trabalhos dele com desconto de 20% na Amazon! Alguns dos meus preferidos aqui:






quarta-feira, 29 de abril de 2015

Você Não Pode Fazer Só o Que Gosta na Vida


Aikido

Endless Knot (Buddhism)
O Homem Está Sob a sua Própria Sombra e se Pergunta Por Quê Está Escuro


Você Não Pode Fazer Só o Que Gosta na Vida

Eu já fui levada a acreditar que fazer o que gosto é errado, talvez você também tenha sido. Talvez você também tenha acabado vestindo um uniforme para desempenhar um papel que a sociedade achou que seria bom pra você e você sabia que aquilo não era bom pra você.

"Você não pode fazer só o que gosta nessa vida." - já ouvi bastante essa frase. 

Hoje fiquei pensando nela quando acordei às 5:00 para ir treinar Aikido.


Eu gosto de Aikido, mas Aikido não é fácil. O treino pra mim não é exatamente algo relax, ele traz à tona muitos dos meus inimigos internos. Essa é a parte mais difícil, na verdade. Mas tem outras partes difíceis como a parte das técnicas, os detalhes de movimentação, a respiração, o relaxamento, a postura, a parte marcial, o condicionamento físico e mais um monte de coisa.

O que eu quero dizer com isso é que eu já fui levada a acreditar que "querer fazer o que gosta" é igual a "querer só sombra e água fresca". E isso não é verdade.

Fazer o que se gosta não vai deixar de ser difícil, sacrificante, desafiador. Mas é algo que você gosta. E quando você faz o que você gosta e não o que os outros acham que você devia fazer, você contribui para a extinção da hipocrisia neste mundo.

Então fazer o que você gosta não é um ato egoísta, é altruísta! Depois de fazer o que você gosta, você retorna para a sua comunidade mais nutrido, leve e disposto, com conhecimento e energia para compartilhar. Assim, você pode contribuir para a diversidade e o desenvolvimento da cultura comunitária que, consequentemente, se desdobra para o desenvolvimento da cultura planetária.

"O Pequeno é Grande."

Camila Eleuterio

Quer saber mais sobre Aikido como caminho para melhorar como ser humano? Recomendo o livro A Iluminação Através do Aikido, do Kanshu Sunadomari, discípulo do Oosensei Morihei Ueshiba, o fundador do Aikido. O livro tem histórias do cotidiano de Sunadomari com Oosensei e os aprendizados e insights que a prática da arte trouxe para ele.
Para saber mais sobre atitudes que nos levam ao sucesso, recomendo o livro Maestria, do Robert Greene. Esse livro explica como não existem pessoas talentosas, mas pessoas que desenvolveram maestria em determinada área. Ele pega mestres de várias áreas e os decompõe para mostrar como você também pode fazer o mesmo.


Técnicas de Leitura Dinâmica: scanning e skimming


Bibliografia:
OKA, Mayumi & MIURA, Akira. Chuu/jyou Kyuusha no Tame no Sokudoku no Nihongo. Japão, Tóquio: 1998. Japan Times.
Tradução e adaptação: Camila Eleuterio

TÉCNICAS DE LEITURA RÁPIDA: SCANNING E SKIMMING

Dizem que o ideal é nós lermos um texto 3 vezes: a 1ª vez é passando os olhos para se ter uma idéia do que trata o texto;  a 2ª é lendo com atenção e a 3ª é passando os olhos mais uma vez e refletir sobre os pontos mais importantes. É claro que na correria do dia a dia, quase nunca fazemos isso. No dia-a-dia, na rua, no supermercado, no ponto de ônibus, nós não somos obrigados a ler de modo profundo e reflexivo. Mas nós somos obrigados a buscar as informações de que precisamos ("a que horas o ônibus leito para o Rio de Janeiro vai sair") e entender a essência de um texto (artigo de jornal, legendas de um filme). A partir disso, gostaria de sistematizar essas técnicas de leitura rápida a fim de melhorar a leitura dos nosso alunos.


Orientações do livro:
1) Não faça muitos exercícios de uma só vez. Para adquirir a habilidade de ler de um jeito firme, progressivo, a média máxima de tempo recomendado para se gastar em uma atividade é de 5 a 20 minutos. Tarefas devem ser dominadas uma a uma.
2) Não pule exercícios de técnicas básicas, siga a sequência dada. Especialmente com os exercícios de Skimming.
3) Use um relógio ou cronômetro para certificar-se de completar a leitura no tempo exigido.
4) Entenda o objetivo da leitura rápida pedido pela tarefa em questão. (ler para pegar "a essência" e ler para "obter informação" necessitam de estratégias diferentes)
5) Não deixe partes que você não entende impedirem a sua leitura. Avance rapidamente, contando com as suas habilidades de previsão(o que você acha), antecipação(probabilidade ou expectativa de que algo irá acontecer) e dedução (conclusão, inferência, suposição, hipótese) para ajudar na sua compreensão do texto. 
6) Leia frase por frase e não palavra por palavra. Scanning é mais ver do que ler; tente entender o significado visualmente.
7) Identifique palavras-chave rapidamente. (Palavras-chave aparecem com freqüência como substantivos ou números.)
8) Preste atenção especialmente no início das frases e onde houver um sujeito (eu, ele, nós, eles), porque é ali que geralmente você vai encontrar pistas de afirmação, negação e tempo verbal.
9) Em textos que venham acompanhados de uma lista de vocabulário, olhe as palavras novas antes de ler, e então tente antecipar o conteúdo do texto ou exercício. Além disso, antecipar o desenrolar enquanto você lê é especialmente importante quando você lê ficção: as diferenças entre o que você prevê para o desenrolar da história e o que de fato acontece faz parte da diversão.
10) Mesmo que previsão e dedução sejam importantes, fique atento para não usá-los demais. Fazer deduções baseado somente no significado superficial das palavras sem levar em conta a estrutura frasal pode possivelmente impedir a compreensão precisa do material que você está lendo.

E lembre-se: o objetivo desse aprendizado não é que você leia apenas com rapidez, mas que você leia rapidamente com uma compreensão precisa.

Técnicas de leitura: Scanning e Skimming

1. Scanning (Extraindo Informação)

- Obtendo a informação necessária de um texto o mais rápido possível
- "Pular" partes irrelevantes com o objetivo de extrair a informação pedida eficientemente
- Absorver palavras ao vê-las como fotos ou símbolos

As habilidades de Scanning são um pré-requisito na vida cotidiana em qualquer lugar do mundo, e pode ser muito útil para você. Por exemplo, você é capaz de procurar um número de telefone na internet, usar uma tabela de horários para checar a saída de um ônibus, ler um mapa, ou decidir o que pedir de um cardápio?

2. Skimming (Pegando a Essência)

- Ler um texto inteiro rapidamente para atingir uma compreensão aproximada
- Identificar palavras-chave e "pular" partes menos cruciais
- Ler enquanto emprega habilidades de previsão, antecipação e dedução

Quando lemos notícias rápidas ou artigos em jornais e revistas, muitas vezes nós gostamos de pegar o significado geral sem entrar em pontos particulares que requerem uma leitura mais demorada. Para esse tipo de compreensão, não é essencial que se entenda cada palavra ou elementos gramaticais; de preferência uma boa compreensão geral é suficiente. A maioria dos estudantes aprende a ler por um processo chato  de examinar cada palavra e frase e a consideração de cada elemento gramatical, que finalmente resulta na compreensão do que está escrito. Esse tipo de leitura é importante, mas não é prático quando o leitor precisa apenas entender a essência do texto. 

3. Scanning com Skimming

Quando voce procura por uma palavra no dicionário, por exemplo, ou decide para qual parte de uma cidade você irá consultando um guia, você está "pegando a essência" e extraindo informação importante ao mesmo tempo. Essas habilidades são essenciais qualquer hora que nós juntamos informação de fontes textuais, inclusive aquelas que vem com gráficos, imagens etc. Essas são situações de nosso cotidiano que exigem um uso integrado das habilidades de Scanning e Skimming, então é claro que treinar estudantes nessas habilidades é crucial para o desenvolvimento pleno das habilidades leitoras.

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Baseado na introdução acima, pense em quais habilidades são mais proximamente relacionadas ao ler esses tipos de texto:

título de livro e nome do autor            quadro de avisos       mapa do tipo "você está aqui" (shopping, clubes etc)       mapa ou rota de transporte público     resenha de filme    anúncio de um imóvel à venda     gráfico, tabela, diagrama           questionário            sinal de trânsito      legendas de filmes     anúncios de jornais       diretório de hotel            registro de endereços

Como você se saiu? Tente pensar em outros tipos de texto além dos mencionados acima.

Pessoa na rua bem-vestida       pessoa na rua mal-vestida     pessoa na rua querendo conversar com você e ela está com um panda na camiseta    embalagem de Nescau    folheto de ofertas do supermercado    página inicial do Facebook     

Se você se interessou por leitura dinâmica, recomendo o livro Leitura Dinâmica para Principiantes, do Tony Buzan, uma autoridade em memória e em desenvolver atividades que melhoram e dão um upgrade ao nosso cérebro, como os mapas mentais. 
"Mapa mental é um sistema que utiliza todas as habilidades do cérebro para interpretar palavras, imagens, números, conceitos lógicos, ritmos, cores e percepção espacial com uma técnica simples e eficiente. Ele nos dá a liberdade de ir aonde quer que nossa mente nos leve." Tony Buzan



domingo, 19 de outubro de 2014

domingo, 24 de março de 2013

Perdi um Preconceito


Neste ano, estou dando aula de português para três oitavas séries e tem sido um desafio. Um desafio bom! Estou aprendendo muito com eles.
Por exemplo, por causa deles, estou conseguindo perder o preconceito em relação à cultura deles. Na verdade, não só por causa deles... Antes das aulas começarem, li uma colocação do escritor Joca Reiners Terron 

instagram.com/jocaterron

Isso me fez perceber como eu estava tendo uma atitude equivocada quando não prestava atenção no gosto pelo funk e pela música sertaneja que os meus alunos têm. 

Já tinha visto um documentário sobre o Mr Catra e feito uma análise da música do Camaro Amarelo. Quando outros profissionais de educação me diziam que seria bom que eu me interessasse pelo universo cultural do alunos, eu achava isso um equívoco ... 

Mas agora estou conseguindo entender isso melhor... É como criar pontes... Não preciso gostar do que eles gostam, mas levar em conta que o que eles gostam é sim cultura.

Pedi sugestões de músicas a eles e eles me mostraram várias coisas engraçadas. 

E quanto às vulgaridades, como disse uma professora minha, a Lia Diskin:
"Há de se iluminar a escuridão."

Se é que isso é uma escuridão. Talvez esteja mais para sombra. Sombra é a dança da luz, não é a escuridão.

Então estou num estado de gratidão, de ter perdido um preconceito em relação à cultura dos meus alunos... E você, qual foi o último preconceito que perdeu?





sábado, 26 de janeiro de 2013

Feira Cultural - Língua Portuguesa

Linha do tempo fazendo um resumo do conteúdo aprendido com as 5ªs

Alguns conteúdos das 5ªs foram trabalhados na 6ª também, como música sertaneja

Resumo do dia em que o jornalista japonês Kyohei Ishibashi visitou a escola

Feira cultural da escola é um período atribulado para muitos professores e equipe escolar. Cada escola tem um jeito de trabalhar isso. O normal é que os próprios alunos apresentem trabalhos a respeito do que aprenderam durante o ano letivo. Na escola em que dei aula por dois anos o esquema era diferente, o professor que tinha que apresentar o trabalho (mas não é obrigado a fazê-lo, faz quem quiser).

Para a feira cultural de 2012, escolhi apresentar o ensino de português de modo visual através de uma linha do tempo. 

O resultado foram esses três cartazes. Fiz isso influenciada pelo curso de design gráfico que estava fazendo na Panamericana. Gostei de ter usado Photoshop e os conhecimentos adquiridos no curso de design. Fiquei imaginando: como seria se mais professores aprendessem a usar essas ferramentas?

Sobre a última imagem, no ano passado, fiz um projeto de Cultura de Paz com as 5ªs séries cujo momento mais importante foi a visita de um jornalista japonês à escola. Esse momento está descrito no post: http://www.camilaeleuterio.com/2012/11/sao-paulo-shimbun-publica-materia-sobre.html

O cartaz apresentado ficou assim:








segunda-feira, 21 de janeiro de 2013

Teste sua Atenção



Esse vídeo dá para usar com alunos no início de uma aula ou mesmo virar mote de um projeto relacionado à atenção.

"Mas você é professora de português, você deveria ensinar coisas de português!", alguém pode dizer.

O ensino estrito de português não me interessa. O que me interessa são temas de fato ligados à vida dos alunos.

O teste do vídeo é se você consegue contar quantos passes o time branco faz. Vamos lá?


E aí, como foi no teste?

Tenho outro negócio interessante aqui: dicas de exercícios cerebrais. Foi postado no Facebook e estou repostando aqui, pois o Face é esse universo louco onde muita coisa boa se perde. Eu confesso que já tomei banho no escuro quando faltou luz!!! XD



quarta-feira, 2 de janeiro de 2013

Material de Ensino de Português para Estrangeiros

Obrigada! 43 comentários no outro blog http://kamira.blogsome.com/2010/07/18/8-regras-simples-para-ensinar-portugues-para-estrangeiros/ + e-mails de pessoas interessadas em dar aula de português para estrangeiros!

Tenho uma boa notícia. Estou organizando o material que uso em sala de aula para formar uma míni gramática de português brasileiro. Verifiquei que há poucas gramáticas disponíveis para estrangeiros e as que tem são caras:


Essa eu já folheei na Livraria Cultura. O preço no Brasil é R$136,70. 


Essa aí pelo projeto gráfico já dá pra perceber que não vai ser das mais atualizadas, não é? (Eu sou sensível quanto à apresentação estética do material didático, mais uma razão por usar o Muito Prazer http://www.livrariacultura.com.br/Produto/LIVRO/MUITO-PRAZER-FALE-O-PORTUGUES-DO-BRASIL/2695006 )

A minha gramática estará em português e inglês, terá desenhos, vocabulário do cotidiano, expressões... O que vocês acham? Alguma sugestão? 

Estou postando aqui uma prévia do que estou fazendo. É algo que estou escrevendo devagarinho, pois tenho de priorizar o meu trabalho principal, que é de professora na rede pública. E nesse ano comecei a estudar design gráfico justamente para me paramentar nessa jornada.

Por enquanto, você pode usar o mesmo livro que eu uso (além do material que eu desenvolvo). É um livro muito completo, com gramática atual e prática, vem com dois cd's, tem ótimas ilustrações e muito mais. Esse livro se chama Muito Prazer e você pode adquiri-lo aqui.























Espero que todos tenham um feliz 2013! All you need is love!

imagem do documentário argentino La Educación Prohibida
















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segunda-feira, 17 de dezembro de 2012

Guitarra para Iniciante

Adoro música e quero comprar um violão elétrico, então estou vendendo ou trocando a minha guitarra e os acessórios, um deles sendo meu querido Pedal Chorus Danelectro. Não é todo dia que se vê um kit assim, hein?! (Só para a cidade de São Paulo)


quinta-feira, 8 de novembro de 2012

Jornal da Colônia Japonesa Fala sobre meu Projeto de Cultura de Paz

Neste dia, exibimos o anime Túmulo dos Vagalumes


Ensinando o valor da paz através de filme

Escola da cidade de São Paulo exibe o anime O Túmulo dos Vagalumes



Na escola da rede municipal da cidade de São Paulo Edgard Carone (diretora: Elaine Duarte), a professora de português do turno da manhã Camila Eleuterio (27),
como parte de um série de aulas acerca do tema paz, exibiu no dia 04 de outubro a animação japonesa O Túmulo dos Vagalumes, que retrata a Segunda Guerra Mundial no Japão.
A professora ensina duas 5ªs séries e cerca de 50 alunos assistiram a esse filme raro para tal público. Durante a exibição, parou-se o vídeo várias vezes para explicar aspectos da cultura japonesa  ou cenas do anime como a sirene que era tocada antes dos bombardeios aéreos, o costume de se cremar os corpos dos mortos, roupas tradicionais japonesas, entre outros.
Além disso, como o longa-metragem tem áudio em japonês, a professora Camila sentou-se perto do aluno João Souza (11), que é deficiente visual, e narrou-lhe os acontecimentos.
Depois da projeção, João Souza disse: “achei mais legal a parte em que os irmãos vão morar sozinhos, mas achei triste quando a irmãzinha morreu.” É de opinião semelhante a aluna Sabrina Araújo (11) que disse ser mais triste a cena em que a irmã morre de fome.  Com uma fisionomia séria, o aluno Saulo Camara expressou seu sentimento dizendo que “guerra é ruim porque morre muita gente.”
Enxugando as lágrimas, a professora de ciências Márcia Ignacio (52), comentou que “com certeza a cena em que a irmãzinha morre foi a cena mais triste. Eu também quero continuar transmitindo o valor da paz para os meus alunos através do estudo do meio ambiente.” Já o professor de história Alexandre Rapussi (38), que assistiu ao desenho pela segunda vez, bem observou que “brasileiros não tem a experiência de uma grande guerra como a que ocorreu no Japão, por isso, guerra para eles faz parte do universo da ficção e do jogo. No futuro, irei ensinar aos alunos as tragédias da guerra e transmitir a importância da paz.”
A professora Camila expressou uma mistura de sentimentos: 
“Fiquei um pouco decepcionada por nenhum aluno ter chorado. Mas o fato de ter apresentado um pouco da cultura japonesa foi bom.”
No projeto de cultura de paz da professora Camila, ela incluiu filmes brasileiros, norte-americanos e franceses. Os alunos deverão escrever um relatório sobre O Túmulo dos Vagalumes e, posteriormente, Camila planeja promover um debate sobre como ter uma escola mais harmoniosa.


Opinião do jornalista

Não vi nenhuma criança chorar durante a exibição de O Túmulo dos Vagalumes. Seja pelo fato de a uma história que se passar em 1945 ou por ter muitos aspectos da cultura japonesa que os alunos não conheciam, a verdade é que  as crianças não conseguiram se concentrar direito na história. Acho que se fosse um anime tipo O Túmulo dos Vagalumes, mas mostrando a realidade brasileira, as crianças iriam chorar.


segunda-feira, 10 de setembro de 2012

Um Bom Professor


Aula sobre Sincronário da Paz 07/09


Festival da Paz

A Paz é Capaz.

O Festival da Paz, ocorrido entre os dias 07 e 09 de setembro foi um momento de comunidade, arrependimento e gratidão que tive graças às pessoas maravilhosas que fizeram parte dele.

Fui sem conhecer ninguém. Simplesmente estar ali. Meditar. Ouvir. Sentir. Momentos assim me trouxeram uma outra reflexão. Uma percepção além da mental, algo sensorial. Estou certa de que existe algo além de nós, algo mais poderoso. E esse algo também está dentro de nós.

Música após meditação. Domingo 09/09


Desde pequena me questiono a respeito do comportamento das pessoas e também do meu próprio. Familiares, amigos, conhecidos. Pobres ou ricos. O comportamento é de se conformar, não questionar e - o mais confuso para mim - a aversão ao estudo. Talvez um dia eu entenda isso, mas se por um lado nós brasileiros somos um povo bem-humorado, leve, por outro podemos ser levianos, irresponsáveis.

E tudo tem suas consequências. Ações e pensamentos positivos ressoam pelo Universo. Assim também acontece com os negativos.

Bate-papo depois da meditação 09/09


Como eu me tornei professora foi uma série de acontecimentos que não cabe ao momento contar. Só gostaria de expressar que não há um dia que eu não pense em pelo menos um dos meus noventa alunos. E cada momento delicado de comunhão com o aprendizado me energiza.

Quero muito ser uma boa professora. Não por ambição. (Já quis por reconhecimento... Finalmente esse desejo egoísta foi quebrado). No momento, posso sentir que quero ser boa professora porque é isso que meus alunos merecem. Não merecem nada menos do que o melhor de mim. Pois é isso que desejo que eles sejam: melhores...

Por um tempo, me esqueci dessa fé, dessa inquietação que tenho, mas agora ela voltou mais forte do que nunca.

Agradeço aos professores que tive e venho tendo ao longo da vida - nem todos estavam em salas de aula - que com suas ações e palavras salvaram um pedacinho de mim.

E agora, cada vez mais, devemos espalhar a boa energia, vibrar, nos dedicar ao glorioso ato de viver.

Gratidão.

Na volta para casa, recebi a visita da Kimiyo-san, japonesa que estava trabalhando em uma creche e logo voltaria para o Japão. Conversamos sobre meditação, Bob Dylan, Beatles... Ela ficou surpresa com o fato de eu gostar de coisas "de gente mais velha"... rs

Sobre eu me interessar por meditação e espiritualidade, ela achou engraçado e refletiu:

"Engraçado. No Japão, os jovens só começam a pensar nisso quando algum dos pais ou pessoa próxima morre. Mas antes disso, ninguém pensa nisso."



Altas conversas sobre mitos com a linda Kimiyo-san 09/09




terça-feira, 28 de agosto de 2012

Projeto de Fanzine (Gênero Textual: Resenha Crítica)

Agora estamos estudando o gênero textual resenha crítica com os alunos da 6ª A! 

Está sendo bem produtivo. 

Para trabalhar o senso crítico, levei dois filmes brasileiros: o longa O Contador de Histórias (direção: Luiz Villaça) e um curta de Victor-Hugo Borges chamado Historietas Assombradas

Aprendemos a ir além do "gostei/não gostei" e analisamos diversas características que compõem tais produções culturais como trilha sonora, roteiro, direção de fotografia etc.

Estamos partindo para a confecção de FANZINES. Fanzines são revistas feitas por fãs, sem visar lucro, com o objetivo de expressar sua opinião, divulgar sua arte... é o que hoje fazemos em blogs e, de certa forma, no Facebook, ao compartilharmos e comentarmos. Ou seja, expressar-se livremente.

A regra do projeto é que cada fanzine tem que ter uma resenha. Pode ser fanzine sobre futebol, séries, F1, bandas etc, mas tem que ter resenha de um livro/DVD etc que tenha a ver com o tema.

Bom, eu mesma fiz um fanzine chamado Alienação quando era adolescente e fiquei feliz em levar os "bonecos" das 8 edições para que os alunos vissem.

Para se inspirar, algumas capas de fanzines aí embaixo:
























existem muitas feiras de troca de fanzines e exposições por aí



Dica de site: Zinescópio.
É um site com vários fanzines em formato PDF para serem baixados